Infraestrutura

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Nosso programa figura entre as pós-graduações do ICB da UFMG e por isto além da infra-estrutura do próprio PPG-Par, utilizamos importantes estruturas da UFMG como o Centro de Microscopia, o Biotério Central e recursos de informática. O ICB dá importante suporte aos seus programas de PG com estruturas como o CAPI, o CELAM e sua própria Biblioteca setorial.

Laboratórios

Laboratório de Aulas Práticas do Programa

O Laboratório destina-se à realização de aulas práticas, sendo dotado de 12 microscópios binoculares simples (Olympus CH2), um microscópio (BX41) para cinco observadores, sete estereoscópios Olympus, uma capela de fluxo laminar, além de bancadas próprias. O Laboratório dispõe de equipamentos áudio-visuais apropriados como um sistema de data show completo, tela para projeção e cadeiras confortáveis para eventuais aulas teóricas e explanações introdutórias de aulas práticas. Em atendimento ao aumento do número de vagas de Mestrado (atualmente são oferecidas 20 vagas) houve um redimensionamento do Laboratório de Aulas Práticas com a instalação de mais quatro novos microscópicos binoculares (Zeiss Primostar) o que tem garantido com sucesso a realização de aulas práticas das diferentes disciplinas ministradas em nosso Programa.

Sala de seminários

O Programa de PGPAR dispõe de uma sala de Seminários que se destina às aulas teóricas, apresentação de seminários, reuniões do Colegiado e defesas de teses e dissertações, dispondo de um sistema de refrigeração de ambiente e com capacidade para 65 assentos de poltronas. Possui também um sistema completo de multimídia, incluindo data show e computador ligado a web, aparelho de TV, projetor de slides e retroprojetor e um quadro interativo (Smart Board Interactive WhiteBoard) e sistema para vídeo-conferencia.

As instalações do Programa incluem, também, uma sala para a Secretaria, dotada de computadores, impressoras e recursos de telefonia, bem como outra sala destinada à Coordenação do Programa.

Laboratórios e Instalações do Departamento de Parasitologia - DPAR

Além do Laboratório de aulas práticas e salas de uso comum do Departamento de Parasitologia (DPAR), os estudantes utilizam para a realização de suas pesquisas os equipamentos, material permanente e de consumo, auxílio técnico e outros recursos disponíveis nos Laboratórios dos professores orientadores. Ao todo, o DPAR dispõe de 16 laboratórios de pesquisa muito bem equipados, ocupando três blocos do último nível do ICB e estendendo-se para mais dois blocos no terceiro nível do mesmo prédio.

O DPAR possui biotérios para criação e manutenção de animais em experimentação, incluindo camundongos transgênicos, hamsters, coelhos, cães e pequenos primatas (Callithrix penicillata). Além disso, possui um moluscário e seis insetários destinados à criação e/ou manutenção de culicídeos, triatomíneos, cimicídeos, ciclorrafos, pulgas e flebotomíneos. Alberga também coleções de protozoários de interesse médico e veterinário criopreservados para estudos sobre genética populacional, teste de drogas, imunologia, modelos experimentais, genômica, etc.

Outras informações

Infraestrutura para a disciplina Atividade de Campo

O nosso Programa considera que uma adequada formação teórico-prática em Parasitologia é tão importante quanto a produção científica de qualidade dos pós-graduandos, sobretudo para os discentes de mestrado. Assim, anualmente, oferecemos as disciplinas obrigatórias Atividade de Campo I e II, na qual os alunos de Mestrado e Doutorado vivenciam atividades no Norte de Minas Gerais (Januária, São Joaquim e Montes Claros). Durante o desenvolvimento da disciplina os alunos entram em contato com a realidade de diversas parasitoses humanas e animais e também participam ativamente da coleta e exame de caramujos vetores de esquistossomose, triatomíneos e flebotomíneos. Consideramos esta experiência de campo fundamental para a integralidade da formação de um parasitologista. Para realização destas atividades, os estudantes e professores contam com o apoio do Centro Avançado para o Controle de Doenças Negligenciadas de Januária e Centro de Controle da Esquistossomose de São Joaquim, coordenados pelos professores do Programa Stefan Michael Geiger, Hudson Alves e Maurício Sant’Anna.

Abaixo, seguem-se as descrições dos dois centros que atendem à demanda da disciplina de campo:

Centro Avançado para o Controle de Doenças Negligenciadas de Januária, MG

O Centro Avançado para o Controle de Doenças Negligenciadas de Januária (Rua Prof. Manoel Ambrósio, 450 Centro Januária/MG) foi criado em 2000 como uma ação conjunta de diferentes instituições, como a Universidade Federal de Minas Gerais, o Infectious Disease Research Institute (Seattle, EUA), a FUNASA e a Secretaria Municipal de Saúde de Januária (MG). As atividades principais do Centro concentram no diagnóstico precoce e tratamento da leishmaniose tegumentar humana e, atualmente, no controle de geohelmintoses e esquistossomose. Além disso, como o Centro atua como uma das bases para disciplina de Atividade de Campo, onde alunos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-graduação têm a oportunidade de aprenderem diretamente sobre as leishmanioses e ainda outras doenças parasitárias endêmicas na região Norte de Minas Gerais. O Centro Avançado possui duas salas de procedimentos para avaliação clínica dos pacientes, recepção, cozinha, banheiro e almoxarifado e, ainda, com laboratório clínico para avaliação debiópsias de pacientes. Além do equipamento laboratorial (centrífugas, refrigeradores, microscópios, etc), o Centro possui dois eletrocardiogramas, que são utilizados para avaliação cardíaca dos pacientes (principalmente idosos e crianças) prévia ao tratamento com o fármaco padrão (Glucantime). Em média são avaliados 1400 pacientes por ano (600 casos confirmados de leishmaniose tegumentar/ano) que são submetidos ao teste de Montenegro para determinação da prevalência de leishmaniose na região. O Centro oferece o tratamento para pacientes notificados em outros centros, permitindo que um número maior de pacientes receba tratamento adequado conforme orientação médica. Todos os indivíduos que receberam tratamento são acompanhados e tratados até completa cura clínica da lesão apresentada. O Centro Avançado de Tratamento e Pesquisa em Leishmanioses é atualmente coordenado pelos professores Stefan Michael Geiger e Ricardo Toshio Fujiwara, docentes permanentes do PPGPAR-UFMG e conta ainda com a colaboração de cinco funcionários fixos cedidos pela FUNASA/SMS-Januária, sendo um auxiliar de enfermagem, um enfermeiro, um farmacêutico-bioquímico, uma auxiliar de limpeza e do médico Dr. Demétrius Fabian Fernandes.

Centro de Controle da Esquistossomose de São Joaquim, Januária, MG

Desde 2006, buscando principalmente a redução na prevalência da infecção pelo Schistosoma mansoni no distrito rural de São Joaquim, localizado a 100 quilômetros de Januária, município mineiro do Médio São Francisco, diversas atividades vêm sendo desenvolvidas pelo Centro de Controle da Esquistossomose (CCE) junto aos cerca de 5000 habitantes locais. Fruto da colaboração entre Universidade Federal de Minas Gerais, FUNASA e a Secretaria de Saúde Municipal de Januária, o projeto conta, atualmente, com sede física e equipe técnica no próprio distrito que atende ao público diariamente. Para se reduzir a transmissão do parasito na região parece fundamental, além das medidas de identificação dos focos de transmissão, diagnóstico e tratamento, não apenas a conscientização, mas o apoio e a participação populares que têm sido continuamente buscados durante, por exemplo, as realizações de eventos no CCE com cunho solidário. O envolvimento crescente de setores da sociedade, como da escola local, tem sido observado, indicando a possibilidade de estar em curso uma modificação ideológica que, no futuro, poderá proporcionar a existência de um controle social atuante. Ressalta-se que entre os anos de 2006 (quando foi realizado o inquérito coprológico seguindo-se o tratamento dos positivos), e 2009 (realização de exames malacológicos, coproscópicos, tratamento dos parasitados, palestras educativas entre outras atividades), verificou-se uma gradual redução na prevalência da parasitose de 58% para 26% e diminuição dos casos graves da doença, apesar de ocorrer contato diário com águas contaminadas da bacia do rio Jaboticaba (única fonte para o distrito). Outros parasitos ainda se encontram presentes com destaque para Entamoeba, Giardia, Ascaris e ancilostomídeos. Além da melhoria da saúde da população, a integração entre a Universidade e a comunidade de São Joaquim, tendo o CCE como referência, possibilita também a realização de pesquisas científicas e oferecimento de disciplinas do Curso de Pós-graduação em Parasitologia da UFMG.

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Programa de Pós-Graduação em Parasitologia – ICB – UFMG
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